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Brasil Que Lê - Agência de Notícias - 15/10/2009
Uma data histórica para o livro e a leitura O fórum realizado esta semana, em Brasília, pelos ministérios da Cultura e Educação, serviu de palco para uma data que será lembrada no futuro como uma das mais importantes desta década para a questão do livro e da leitura no Brasil. Foi dada a larga, nesse dia, para, finalmente, enraizar o Plano Nacional do Livro e Leitura (que já era uma referência internacional) nos estados e municípios brasileiros.
Prestem atenção! Quase ninguém deu bola, mas tramita celeremente no Congresso uma proposta que pode vir a ter um impacto extraordinário na vida de editores, livreiros, autores, bibliotecários e, especialmente, leitores. Trata-se do projeto de lei de autoria do senador Neuto de Conto (PMDB-SC) que cria o Fundo Nacional de Apoio a Bibliotecas. O Funab, se aprovado, deve se constituir em uma polpuda fonte de recursos (sempre sonhada) para financiar a revitalização da atual rede de bibliotecas e um vigoroso programa nacional da biblioteca pública. O projeto foi aprovado pelo Senado e agora segue para a Câmara. Vale a pena o povo do livro acompanhar. E apoiar.
Livros para degustar A ideia em si já é um gol de placa. Com livros que tratam exclusivamente sobre futebol, a grande paixão do povo (inclusive do povo não leitor), o site www.livrosdefutebol.com procura aproximar os torcedores e os livros. Biografias, histórias sobre os times e tudo mais que diz respeito ao tema. O candidato a leitor degusta o que bem entende. Se gosta, pode comprar lá mesmo, com um clique, e receber a encomenda em casa. Um golaço!
Uma feira inédita para o livro indígena 500 anos depois, o Brasil tira o chapéu e faz uma reverência aos que aqui já estavam. Foi mais ou menos com esse espírito que teve início, nesta semana, em Cuiabá, a primeira Feira do Livro Indígena. Além de original, tem tudo a ver com a questão local (o estado tem uma imensa população indígena) e com a nacional, nestes tempos em que, de fato, se constrói uma política pública do livro e leitura mais includente. A abertura teve forte simbolismo e se deu numa grande oca montada no meio de praça e com vários convidados índios e não índios. Além, naturalmente, de três dezenas de escritores de diversas tribos, com Daniel Munduruku à frente. Vale a pena olhar pra ela. Vai pegar!
(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias') Contato: agencia@brasilquele.com.br
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