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Expolangues - Paris
Data: 03 a 06/02
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  Leitura crítica  
A década do livro
Rosely Boschini - 04/02/2010
É essencial a mobilização do setor público e da iniciativa privada, para que 2010 seja o primeiro ano de um década em que o livro e a leitura estejam ao alcance de todos os brasileiros.
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Por uma nova diplomacia cultural
Antônio Campos - 08/02/2010
Precisamos promover iniciativas integradas aos países de todos os continentes para estimular um conhecimento mútuo e divulgar os principais aspectos da cultura brasileira.
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O livro evoluiu. E a tributação?
José Eduardo Tellini Toledo - 08/02/2010
Os atuais meios pelos quais os livros são divulgados, como o Kindle, apenas decorrem de evolução tecnológica, que em nada conflitam com a Constituição, portanto, não são tributáveis.
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  Entrevistas  
Atrás do leitor que ninguém vê
Brasil Que Lê - Agência de Notícias - 3/9/2009

Longe do charme das livrarias e do glamour dos grandes nomes da literatura e dos lançamentos patrocinados pelas vistosas editoras de obras gerais, sobrevive e ganha terreno no mercado editorial um tipo quase invisível, que muitos consideravam quase desaparecido em tempos de modernidade. Mas, não. Ao contrário do que supõe o senso comum, esse profissional não só conquista espaço como já responde pelos números mais espantosos da expansão do negócio do livro no Brasil. Os vendedores de livros porta a porta já são mais de 30 mil pelo país afora. E têm um papel significativo para fazer crescer o número de leitores e a quantidade de livros lidos por ano no Brasil, afirma o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Luis Antônio Torelli, em entrevista exclusiva para agência de notícias Brasil Que Lê, publicada em primeira mão pelo Blog.

Que avaliação a ABDL faz do atual momento pelo qual passam as políticas públicas do livro e leitura no Brasil?

Felizmente, estamos assistindo a uma forte mobilização em torno deste assunto. De um lado, observamos um grande avanço neste Governo quanto às políticas do livro de forma geral. Do outro, a iniciativa privada que, cada vez mais, participa ativamente dos debates, através de suas entidades mais representativas, sugerindo e propondo ações que venham contribuir para a formação de mais leitores. Embora com muito atraso, o país desperta hoje para a solução de um de seus mais graves problemas que é o baixíssimo índice de leitura por habitante. Afonso Romano de Sant’Anna afirma, com muita propriedade, que “leitura é tão importante que deveria ser considerado assunto de segurança nacional”.

Que tipo de papel os vendedores de livros porta a porta acreditam que podem desempenhar nesse cenário?

A própria forma de trabalho, a dedicação e a incrível capacidade para acessar futuros leitores é o ponto forte do vendedor porta a porta. Nenhum outro segmento consegue atingir de forma tão efetiva a imensa população de não leitores espalhados por todo o País. Sabemos que a grande maioria dos que compram livros de vendedores porta a porta não são leitores habituais de livros.  Um fato curioso e muito importante é que, em geral, essas pessoas não tinham a menor intenção de adquirir livros até serem motivados pelo vendedor. Estas constatações mostram que capacitar estes profissionais para que incentivem o hábito da leitura pode ser uma ótima alternativa na conquista de novos leitores.

Quais são as principais demandas do segmento tanto para ampliar sua presença na economia do livro como para aproximar livros e leitores em potencial?

Temos alguns gargalos que, solucionados, resultarão no aprimoramento e crescimento do nosso segmento. Primeiro, a falta de vendedor capacitado para a venda do livro. Como recrutar e treinar vendedores é um processo demorado, complexo e bastante oneroso. Muitas empresas, ao longo dos anos, deixaram de exercer esta importante atividade e passaram a, simplesmente, distribuir produtos a vendedores já formados pelo mercado. Em segundo lugar, temos outro problema muito sério, que é a inadimplência. A informalidade, própria do setor, abre muito o flanco das empresas para aqueles que, por qualquer razão, não cumprem suas obrigações. É óbvio que um quadro como este acaba produzindo uma altíssima taxa de inadimplência que, muitas vezes, provoca até o fechamento das empresas que não suportam o prejuízo. A dificuldade em ser recebido pelo cliente é outro grande problema apontado pelos vendedores, principalmente nos grandes centros onde a falta de segurança provoca o receio das pessoas em receber um desconhecido em sua casa. Tendo em vista estes fatos, a ABDL vem atuando em várias frentes em busca de soluções. Encaminhamos um projeto para o Ministério do Trabalho e Emprego para formar vendedores através dos Planos Setoriais de Classificação, com verbas do FAT (Fundo de Assistência ao Trabalhador). Este projeto recebeu o sugestivo nome de Planseq – Agentes de Leitura. Apesar de já ter sido tecnicamente aprovado pelo Ministério há mais de dois meses, estamos ainda no aguardo da audiência pública que formalizará o convênio ABDL/Ministério e dará início aos cursos. Quanto às questões de inadimplência, acabamos de assinar um convênio com a Redecard para disponibilizar um sistema, o Foneshop, que transformará o celular do vendedor em uma máquina para receber as vendas através de cartões de crédito de maneira prática, eficiente e segura. O plano será oficialmente lançado na XVI Convenção dos Difusores de Livros, que acontecerá no dia 9 de Setembro no Rio de Janeiro. Finalmente, para valorizar e dar mais visibilidade ao trabalho dos vendedores de livros, a ABDL investiu em uma grande campanha publicitária, para ser veiculada nacionalmente em revistas, jornais, rádios e televisão. Este projeto também visa difundir o livro e leitura e também será apresentado em nossa XVI Convenção no Rio de Janeiro. 

Qual a posição da ABDL sobre o Fundo Pró-Leitura?
Defendemos o recolhimento para o fundo através da Cide do livro não só para cumprir o acordo firmado quando da desoneração do Pis-Cofins, mas também porque consideramos fundamental a formação do fundo para obter os recursos necessários para financiar as ações em prol do livro e da leitura. Estado e iniciativa privada possuem responsabilidades para com a garantia dos direitos ao acesso de toda a população ao livro e a leitura e devem atuar em regime de colaboração. Um projeto verdadeiramente eficiente exige muitos recursos para seu planejamento, qualificação, execução e acompanhamento. Investir na ampliação da base de leitores é, por si só, um ato inteligente e necessário tanto pelo lado econômico como pelo social. Pelo lado econômico, quanto maior o número de leitores, maior será a demanda de livros. Pelo lado social, quanto mais difundido o hábito da leitura, mais cidadãos culturalmente desenvolvidos e, consequentemente, mais indivíduos conscientes de suas responsabilidades para com o País.


(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias')
Contato: agencia@brasilquele.com.br

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