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Os posts que mais repercutiram
Brasil Quel Lê - Agência de Notícias - 27/8/2009
Um fundo só para a literatura Na proposta de modificação da Lei Rouanet que o Ministério da Cultura fará chegar, nos próximos dias, ao Congresso, uma novidade: o governo incluirá a criação de um fundo setorial de literatura. Nos mesmos moldes previstos para outras áreas criativas. Atende, assim, à postulação do aguerrido Movimento Literatura Urgente, que já conseguiu enfiar a expressão “Literatura” em diversas políticas públicas federais. Com isso, o outro fundo – aquele bancado com as contribuições do mercado editorial – deverá financiar, principalmente, o fomento à leitura, o acesso aos livros e o desenvolvimento da cadeia do livro, além de estudos e pesquisas.
MEC recupera R$ 150 milhões para livros Agora está sacramentado: o governo mandou publicar no Diário Oficial da União a medida que devolve ao Ministério da Educação os R$ 150 milhões para a compra de livros que foram tirados do Orçamento da União, no apagar de 2008, pelo Congresso. Com isso, programas como o da distribuição de dicionários para 30 milhões de alunos de escolas públicas e o de livros para bibliotecas escolares (o PNBE), Educação Infantil e EJA corriam sério risco de não acontecer em 2009/2010. Para o mercado, no atual momento da economia, seria uma enorme dor de cabeça. Já para o governo e a sociedade, seria simplesmente trágico. E justo na hora em que pesquisas como a Retratos da Leitura no Brasil mostram o belo impacto dos programas sociais do livro no crescimento dos índices de leitura dos brasileiros nesta década.
Para onde caminham as livrarias?! Há muito tempo não se via, em torno da questão do livro, uma reflexão tão sadia e objetiva como a que foi feita pelo presidente da Associação Nacional de Livrarias, Vitor Tavares, em artigo publicado esta semana no Estadão. Sem receio de botar o dedo nas muitas feridas e, ao mesmo tempo, com uma simplicidade e sinceridade gritantes, o dirigente foi fundo na questão. E avisa: as novas tecnologias estão vindo pra ficar. Analisa de forma contundente as fraquezas do varejo livreiro e questiona a ausência de políticas públicas para impedir o fechamento das pequenas e médias livrarias independentes. Por fim, dá um recado: engana-se quem pensa que os grandes inimigos são os livros eletrônicos e as novas tecnologias. Vale a pena ler o artigo.
Biografias não-autorizadas: liberdade à vista! Esse é o título da reportagem publicada na quarta-feira (19/8) pela Veja.com sobre a onda de proibições de biografias não-autorizadas no País. Mas, sobretudo, sobre a luz que surge no fim do túnel caso seja aprovado o projeto de lei do deputado federal Antônio Palocci (PT-SP), que autoriza a publicação de biografias sobre pessoas de interesse público sem necessidade de concordância dos biografados ou de seus herdeiros. O projeto (que surgiu em debates aqui no blog) está para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Precisou ser retirado de votação por falta de boca de urna (editores, escritores e demais interessados que se dispusessem a explicar aos parlamentares por que aprovar a proposta). Mas ainda há tempo.
(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias') Contato: agencia@brasilquele.com.br
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