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Editores e livreiros reafirmam apoio à CIDE do Livro
Enviado por Galeno Amorim, de São Paulo - 3/10/2007
Dirigentes das principais entidades do livro no Brasil entregaram ao Ministério da Cultura dois diferentes documentos em que reafirmam seu compromisso de apoiar a instituição compulsória de uma contribuição de 1% sobre os negócios com o livro no Brasil. Renovam, assim, a oferta feita em dezembro de 2004, como contrapartida à desoneração fiscal do livro. Na ocasião, o presidente Lula e o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, estabeleceram a alíquota de 0% para produção, distribuição, comercialização e importação do livro. Esta CIDE (Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico) do Livro poderá chegar, segundo estimativa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a R$ 76 milhões por ano. O Ministério da Cultura e as entidades do mercado do livro deverão dar, assim, um importante passo para desenvolver a leitura no Brasil. Tudo isso começou a ser discutido em outubro de 2004, quando Lula, Palocci, o então presidente do Senado, José Sarney, e os ministros Gilberto Gil e Tarso Genro (então na Educação) receberam no Palácio do Planalto um grupo de editores, livreiros e escritores para pediam o fim do Pis e da Cofins. Se der certo, a CIDE do Livro vai consolidar o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e a criação de um grande fundo de fomento à leitura. Assim, em menos de 15 anos o Brasil pode promover uma radical transformação no quadro atual da leitura (de apenas 1,8 livro lido por habitante/ano).
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