Buscar no Blog do Galeno  
  Agenda Boa!  
Agendas anteriores
 




Observatório do Livro e da Leitura

IDEALL - Instituto de Desenvolvimento do Livro e Leitura

Lenza



Jornalistas por formação - Campanha em Defesa da Profissão de Jornalista



Anuncie aqui

  Indique este blog  


  Brasil Que Lê
Cadastre-se e receba toda semana em seu e-mail a Revista Eletrônica do Observatório do Livro e da Leitura.




  Agenda do livro e da leitura  
Prêmio Barco a Vapor
Inscrições até 12/02
www.edicoessm.com.br

42ª Cairo International Book Fair
Data: 28/01 a 10/02
www.cairoibf.org
Expolangues - Paris
Data: 03 a 06/02
www.expolangues.fr
 


  Vale a pena acessar  
» Associação de Leitura do Brasil
» Gustavo Dourado - Literatura de Cordel
» Literatura On Line
 


  Leitura crítica  
A década do livro
Rosely Boschini - 04/02/2010
É essencial a mobilização do setor público e da iniciativa privada, para que 2010 seja o primeiro ano de um década em que o livro e a leitura estejam ao alcance de todos os brasileiros.
Leia mais

Por uma nova diplomacia cultural
Antônio Campos - 08/02/2010
Precisamos promover iniciativas integradas aos países de todos os continentes para estimular um conhecimento mútuo e divulgar os principais aspectos da cultura brasileira.
Leia mais

O livro evoluiu. E a tributação?
José Eduardo Tellini Toledo - 08/02/2010
Os atuais meios pelos quais os livros são divulgados, como o Kindle, apenas decorrem de evolução tecnológica, que em nada conflitam com a Constituição, portanto, não são tributáveis.
Leia mais
 
 
Leia outros artigos sobre o livro e leitura
 
A. P. Quartim de Moraes
A.P. Quartim de Moraes
Abdalan da Gama
Adelson Fernando
Affonso Romano de SantAnna
Affonso Romano de Sant’Anna
Agenor Gasparetto
Alberto Carlos Almeida
Aldo Bocchini Neto
Alexander José de Freitas
Alexandre Nogueira Paixão
Alfried Karl Plöger
Álvaro Alves de Faria
Ana Cássia Maturano
Ana Cláudia Ribeiro
Ana Cristina Melo
Ana Elisa Ribeiro
Ana Lúcia da Costa Silveira
Ana Miranda
André Machado
Andrés Romero
Aníbal Bragança
Anna Carolina Raposo
Anna Veronica Mautner
Annibal Augusto Gama
Antoninho Marmo Trevisan
Antônio Campos
Antônio Carlos Tórtoro
Antonio Gonçalves Filho
Antonio Marcos Pereira
Antonio Miranda
Antonio Palocci
Arahilda Gomes Alves
Aristides Coelho Neto
Arnaldo Niskier
Artur Hamerski
Ateneia Feijó
Benedicto Camargo Dutra
Benedicto Ismael Camargo Dutra
Bia Abramo
Bruna Maestri Walter
Bruno Lima Rocha
Bruno Rodrigues
Carlos Augusto Calil
Carlos Heitor Cony
Carlos Minuano
Carlos Sávio Teixeira
Carmen Lozza
Cássia R. M. de Assis Medel
Cecilia Gianetti
Cecilia Giannetti
Celso Lafer
Celso Lafer e João Grandino Rodas
Chico Lopes
Christian Petermann
Christopher Montenegro
Cláudia Costin
Cláudia Nina
Cláudia Souza
Claudio Amadio
Claudio de Moura Castro
Claudio Willer
Cleide Cristina Soares
Conselho Federal de Biblioteconomia
Cora Rónai
Cosmo Juvela
Cynara Menezes
Dad Squarisi
Daniel Campos
Daniel González
Daniel Piza
Denilson Monteiro
Denise Bottmann
Deonísio da Silva
Dioclécio de Quadros Lopes
Domício Proença Filho
Edgar Lisboa
Editorial - O Estado de S. Paulo
Edmir Perroti
Ednei Procópio
Eduardo Matarazzo Suplicy
Edward Nawotka
Eliana de Freitas
Eliane Arruda
Eliane Lobato
Eliane Pszczol
Elio Gaspari
Elmer Corrêa Barbosa
Erika de Souza Bueno
Erlon José Paschoal
Ezequiel Theodoro da Silva
Fabiano Possebon
Fábio Cyrino
Fábio Reynol
Fabrício D. Viana
Fausto Wolff
Felipe Lindoso
Felipe Marra Mendonça
Fernanda Baroni
Fernanda Takai
Fernando Gabeira
Fernando Paixão
Fernando Savater
Flamarion Maués
Flávio Paiva
Flávio Tavares
FÓRUM DE DEBATES
Gabriel Magadan
Gabriel Perissé
Galeno Amorim
Geraldo Galvão Ferraz
Geraldo Maia
Gilberto Dimenstein
Giovana Cordeiro Campos
Gisele Teixeira
Gloria M. Rodríguez Santa María
Gustavo Bombini
Gustavo Franco
Heloisa Buarque de Hollanda
Hubert Alquéres
Ignácio de Loyola Brandão
Igor Silveira
Inajá Martins de Almeida
Isadora de Norden
Ivan Lessa
Ivan Marques
Ivan Trilha
Izabela Moi
Jaime Pinsky
Jerome Vonk
João Arinos
João Baptista Herkenhoff
João Pereira Coutinho
João Scortecci
João Ubaldo Ribeiro
John Lanchester
Jorge Werthein
José Castello
José Castilho Marques Neto
José de Souza Martins
José Eduardo Tellini Toledo
José Henrique Guimarães
José Luis Alvarado
José Maurício Fittipaldi
José Mindlin
José Renato Nalini
José Saramago
José Sérgio Fonseca de Carvalho
Joselma Noal
Juca Ferreira
Juliana Krapp
Kennedy Martins
Laudelino José Sardá
Leonardo Brant
Lorena Piñeiro
Lourdes Atié
Luciana Vicária
Luciano Trigo
Lucília Garcez
Lud Inácio
Luís Fernando Veríssimo
Luiz Alberto Marinho
Luiz Antônio Simas
Luiz Carlos Ramos
Luiz Costa Pereira Junior
Luiz Garcia
Luiz Nivardo Melo Filho
Lya Luft
Machado de Assis
Manoel Vilela de Magalhães
Manuel da Costa Pinto
Marcelino Rodriguez
Marcelo Alencar
Marcelo Rocha
Márcia Denser
Márcia Luzia Prim
Márcio Ferrari
Marco Antonio Bezerra Campos
Marco Aurélio Benites
Marco Maciel
Maria Antonieta da Cunha
Maria Aparecida Ceravolo Magnani
Maria Cecília Zanforlin
Maria Clara Lucchetti Bingemer
Maria Helena R. R. de Sousa
Maria Ignez Barbosa
Maria Tereza Leme Fleury
Mariana Filgueiras
Marília de Abreu M. de Paiva
Marino Lobello
Marlucia Machado de Miranda
Marta Gouvêa Trench
Martinho da Vila
Mateo Sancho Cardiel
Matthew Shirts
Mauro Villar
Meire Cavalcante
Menalton Braff
Miguel Sanches Neto
Mileide Flores
Milena Duchiade
Milena Piraccini
Milena Piraccini Duchiade
Milton Hatoum
Miriam Mermelstein
Moacyr Scliar
Motoko Rich
Muniz Sodré
Naercio Menezes Filho
Nelson Ascher
Nelson Jacintho
Nelson Motta
Nelson Valente
Nelson Vasconcelos
Nestor Muller
Neuto de Conto
Nicholas Clee
Nilce Rezende Fernandes
Nina Lemos
Noemi Jaff
Noga Sklar
Norma Couri
Oswaldo Siciliano
Paola Gentile
Pasquale Cipro Neto
Patrícia Ferreira Bianchini Borges
Paulo Araújo
Paulo César Araújo
Paulo César de Araújo
Paulo Coelho
Paulo Maurício Costa
Paulo Pitaluga Costa e Silva
Paulo Roberto de Almeida
Paulo Roberto Pires
Pedro A. Biondo
Pedro Bandeira
Pedro Doria
Plínio Fraga
Priscila M. Netto Soares
Professor Victoriano Garrido Filho
Rafael Capanema
Raul Wassermann
Renato Bernhoeft
Renato Cruz
Ricardo Cravo Albin
Ricardo Queiroz Pinheiro
Ricardo Riedel
Rita Foelker
Roberto DaMatta
Rodrigo Capella
Roger Chartier
Rosana Ferrão
Rosely Boschini
Rosely Sayão
Rosemary Conceição dos Santos
Rossaly Beatriz C. Lorenset
Rubem Alves
Ruy Castro
Samir Mesquita
Saulo Ribas
Sebastião Nunes
Sérgio Amadeu
Sérgio Augusto
Sérgio Besserman Vianna
Sergio Faraco
Silas Correa Leite
Sônia Machado Jardim
Suzana Herculano-Houzel
Tânia M. K. Rösing
Terezinha Saraiva
Thelma Regina Siqueira Linhares
Theófilo Silva
Tico Santa Cruz
Ubiratan Brasil
Ulisses Tavares
Umberto Eco
Valdeck Almeida de Jesus
Valdson de Souza Soares
Valter Kuchenbecker
Vanderléa Martins da Rocha
Venício A. de Lima
Vera Goldstein
Vera Stefanov e Levi Bucalem Ferrari
Vicente Golfeto
Vicente Martins
Vitor Tavares
Vivian Lobato
Voltaire de Souza
Walter Omar Kohan
Walter S. Mossberg
Welington Almeida Pinto
William Ospina
Wilson Martins
Zuenir Ventura


   
A biblioteca de babel


Revista Carta Capital - Edição de 21 de março de 2007

Foi em julho de 1939 que o senhor Luís deu início à travessia. Partiu de Lisboa. Mareou por 18 dias e, pés ainda zonzos, pisou no Porto de Santos, em São Paulo. Quatro horas depois, chegou à Praça da Sé. Continua lá até hoje. “Quisera eu ter a imaginação do Eça de Queirós para traçar daqui uma perspectiva desta cidade. Cá, vi a cidade mudar, ano após ano”, diz, olhos voltados para as janelas da livraria aberta em 1945.



No fim deste mês, Luís de Oliveira Dias deixará a Sé, ponto central da cidade de São Paulo. Com ele, partirá também a Ornabi, nome que soa a sobrenome, mas é uma sigla: Organizadora Nacional de Bibliotecas. Na Ornabi, já estiveram hospedados cerca de 400 mil livros. Raros. Usados. Pequeninos. Luxuosos. Tantos e vários que levaram a livraria, à revelia do dono, a ser chamada de sebo.

“Quando comecei a ouvir esse nome, pensei: ‘Não vou engolir uma ignomínia dessas. Minha livraria nunca foi um sebo. Sebo, na minha terra, é um açougue. Livros antigos são vendidos no alfarrábio. Tive uma livraria no Rio de Janeiro por quatro anos e nunca ouvi falar a palavra sebo. Eu sempre recusei, mas meus amigos diziam: ‘Quer queiras, quer não queiras, é a vontade popular’. Eu achava que com minha teimosia ia conseguir mudar isso. Que nada!”



Se os incríveis livros sempre atraíram a freguesia, a prosa do “seu” Luís, certamente, contribuiu para a fidelidade de muitos clientes. Sotaque lusitano, ironia a postos e histórias de 89 anos vividos, ele cheira a personagem de Eça. Mas não se deixa facilmente adivinhar. Bigode bem aparado, óculos que diminuem os olhos e veste clássica, o livreiro mantém, inicialmente, uma distância no trato, como costumam fazer os velhos cavalheiros. Mas, se identifica no interlocutor a paixão pelos livros, entra em veredas que levam a gentes e escritas perdidas.

Sentado à frente do telefone de disco que ainda faz “trim” e rodeado pela máquina de escrever Remington e pela calculadora Olivetti que funciona com bobina, “seu” Luís parece um manipulador do tempo. Seja pelos livros que possui, seja pelo ambiente intacto na sobreloja do prédio encravado na esquina das ruas Quintino Bocaiúva e Benjamin Constant, ele torna o passado vivaz.

“Olha cá este livro. Mil páginas. São endechas de Camões. Um poema de repentes feito para uma famosa escrava, Bárbara. A poesia tornou-se tão famosa que um escritor se propôs a traduzi-la para todas as línguas do mundo. Línguas vivas e mortas”, explica, enquanto folheia, com mãos cirúrgicas, o pesado livro do século XIX.

O volume chama-se Amor de Pretidão, foi engendrado por Xavier da Cunha e tem a chamada “justificação de tiragem”. “O chumbo em que são impressos livros com justificação é derretido depois da impressão. Assim, tem-se a garantia de que nunca será feito outro igual”, explica. O senhor Luís passou 50 anos com o exemplar. Mas acabou de vendê-lo, por 5 mil reais. “Quero me desprender de tudo.”



É isso que está fazendo. A Ornabi está em liquidação total. Os preços serão reduzidos semana após semana, até que sejam vendidos os cerca de 20 mil volumes que ainda estão ali. “Seu” Luís está convicto de que é hora de parar. A loja, antes dividida em espaços denominados Victor Hugo, Fernando Pessoa, Platão, Euclydes da Cunha, Ruy Barbosa, Santo Agostinho, Mário de Andrade e Platão, vem encolhendo há um bocado de anos. “Para diminuir o negócio, basta vender, sem comprar.”

Para explicar o baixar de portas, recorre a argumentos práticos. “Tenho de ir a Portugal e quero passar lá uns quatro meses. Tenho lá uma irmã, que tem 93 anos, mas é uma rosa em flor. Ela exigiu que eu lá estivesse no mês de maio para resolver umas coisas de herança. Além disso, estou no fim da fila. Eu quero passear.”

Os dias têm sido agitados. A notícia do fechamento da Ornabi se espalhou. Livreiros atrás de bons negócios, colecionadores ávidos e leitores curiosos ficam ali horas folheando páginas de idades consideráveis. “Ontem foi um deus-nos-acuda. Este telefone tocou no mínimo cem vezes. Até pessoas de São Luís, de Fortaleza e de outras cidades ligam a dizer que estão tristes. Esta loja me deu uma plêiade de amigos.”

Entre os amigos, perdeu a conta dos colecionadores. “São aqueles homens que deixam as mulheres nervosas. Quantas vezes não ouvi a esposa de algum dizer: ‘Tire isto tudo daqui. Este palerma já põe livros no banheiro’. O colecionador não tem medida. Ah, é até difícil explicar”, diz, excluindo-se do gênero. “Havia um que era o Dr. Vaz, mais conhecido como vaselina. O homem dizia que era o doutor Antonio Vaz. Um dia, descobri que não era doutor. E depois descobri que nem Vaz ele era”, diverte-se.

Ele jura que, em casa, tem poucos livros. Os que tem são, quase todos, de literatura portuguesa. Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, Eça de Queirós. Nesse instante da conversa, sua mulher, Rita, que o ajuda na Ornabi, revira os olhos. O sinal o obriga a confessar: “Quando eu morava na Aclimação, tinha livros por todo lugar. Mas, quando me mudei, me desfiz de muitos”.

Nos tempos fartos, dos anos 60 ao início dos anos 80, a Ornabi chegou a ter cerca de 400 mil títulos, pelas contas do proprietário. “Por essa altura, esta casa pegava o primeiro andar todo. Era o período áureo. Sabes que eu até imaginei-me o dono da maior livraria do mundo? Sonhava com isso, é verdade. Depois nem cheguei a somar nada, nunca soube também quantos livros teria a maior livraria do mundo.”

Numa reportagem publicada no Diário do Comércio, de Lisboa, o sonho virou letra impressa, num texto intitulado De um sonho do papel a um império do livro. “É um título muito interessante, não?” Decerto, ele não poderia esperar tal destino quando deixou a terra natal, fugido da guerra, uma mão à frente e outra atrás.

Além da mala, trazia um nome na cabeça. “O meu pai, quando deu-me um abraço de despedida, disse: ‘Vê se consegues encontrar por lá um homem chamado Vieira’. Quando cheguei, nem imaginava que São Paulo tinha 2 milhões de habitantes. Achei que fossem pra aí uns 100 mil. Como haveria eu de encontrar o sr. Vieira, de quem sabia o nome e nada mais?”

Segue-se então um enredo que parece inventado. Em 14 de agosto de 1939, ao chegar ao Brasil, saiu andando pela rua Riachuelo, no centro de São Paulo. “Subi essa rua porque havia muita gente. Era o tempo da repartição de águas e andavam por ali muitos funcionários. Estava com a mala na mão, pensando no que iria fazer quando, ao longe, vi uma placa: Livraria Lusitana. Entrei e perguntei: “Vossa Excelência não está precisando de um caixeiro?”

Ao ver o conterrâneo, o dono da Lusitana puxou conversa. Ao saber que o rapaz vinha da cidade de Alboritel, próxima a Fátima, adivinhou: “Alboritel? Só tem lá uma pessoa que teria coragem de mandar um português sair da guerra, o senhor José Oliveira Dias”. Justamente, o pai de Luís. “Estava tudo perfeitamente entregue. Era esse o senhor Vieira. Comecei a trabalhar na livraria dele. Depois da conversa, ele subiu as escadas e disse: ‘Ó, Luísa, prepara a água quente para lavar este português todo sujo’. E cá estou eu.”

Com o sorriso que o bigode torna miúdo, o senhor Luís olha para os livros que lhe deram a primeira oportunidade na nova terra e arrisca uma comparação. “É por isso que eu digo que o livro é muito parecido com uma figura humana. Ele nasce, vive e morre. Alguns têm um destino infeliz: ninguém o lê, alguns o maltratam. Outros têm melhor sorte.”

Na Ornabi, foram todos sortudos: livros e proprietário. “Comprei livros bons, vendi livros para bons leitores e tive uma vida sem grandes percalços”, resume. Os clientes ilustres foram muitos, mas um nome pisca na memória: Delfim Netto. “Morava aqui no Bexiga uma criatura que andava de calças curtas e adorava livros. Comprava dois, três livros, e me dizia: ‘Pago todos no final do mês’. Nunca deixou de vir aqui.”

Por estes dias, os habitués andam pelo belo espaço, repleto de quadros, ilustrações e bustos, com o contentamento do bom negócio e a chateação da perda. Restarão os lugares que, para “seu” Luís, “gostam de ser chamados de sebo e vendem livros como se vendessem tijolos”.



Pai de uma filha, avô de três netos e bisavô de duas crianças, ele tem outros planos, além da viagem, para a aposentadoria. “Quero escrever as minhas memórias. Só não comecei ainda porque sempre dizem que quem escreve está com o pé na cova”, provoca, sabendo que Rita, a segunda mulher, está ouvindo e que não gosta dessas pilhérias.

Antes do fim da entrevista, o livreiro que se acreditou o maior do mundo folheia novamente o volume com os poemas de Camões. Lembra que foram prensados apenas 60 exemplares. Estaria com pena de se desfazer do livro? “Um pouco de pena dá. Mas sou livreiro, tenho sempre a esperança de encontrar outro igual.”


Comente | Envie este texto | Baixe ou imprima este texto


‹‹ VOLTAR
 
 
         
  Página inicial Artigos Links  
  Observatório do Livro e da Leitura Publicações Fale com o Blog  
  Crônicas Perfil do Galeno    
 
 
  Histórias de gente que lê Clipping do livro e leitura Quem investe em leitura  
  O livro da sua vida Prêmios para quem faz Pelo mundo afora  
  Dicas de quem já leu Boas ideias O que foi dito  
  Notícias do Blog anteriores Quem financia projetos Entrevistas  
  Doação de livros O que acontece Destaques  
         
     

Website desenvolvido por RODMIDIA - www.rodmidia.com.br