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Crônicas |
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A menina e os livros
18/11/2009
Stéfani quer ser médica. Gosta de ciências biológicas e de tudo que se relaciona ao tema. O pai trabalha como vigilante e a mãe em um pet shop. Ela ainda tem 13 anos, cursa a 7ª série do Ensino Fundamental, mas já está cheia de planos para o futuro.
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O operário em construção
18/11/2009
Saul dos Reis, 49 anos, é operário. Estudou até o antigo colegial e agora trabalha como caldeireiro numa fábrica da cidade. Seu dia-a-dia é corrido e quase não sobra tempo pra nada. Acontece que Saul adora ler.
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No profundo mar azul
18/11/2009
Desde pequena, Ângela sonhava ser professora. Gostava de aprender coisas novas para, um dia, poder ensinar outras pessoas. Não queria para si uma vida igual à das moças da ilha, que mal saíam da puberdade logo se tornavam esposas e mães, reproduzindo ciclo idêntico ao de suas mães e avós.
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Rui tornou-se homem de negócio
18/11/2009
Rui Flávio Chúfalo Guião é um empresário de sucesso. À frente dos negócios da sua empresa, o Grupo Santa Emília, de poderosas associações de classe ou, então, atuando como membro de entidades de serviço comunitário.
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Quem diz que criança não lê?!
18/11/2009
Retratos da Leitura no Brasil (estudo que virou livro do mesmo nome, que acabo de lançar e tem me levado a percorrer o País para discutir o tema) joga por terra alguns mitos. Um deles é que os mais jovens não querem saber de ler.
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O homem dos 3 mil livros
18/11/2009
Casado, pai de dois filhos e síndico de prédio, Seu Omar já fez de tudo na vida. Até dono de perfumaria já foi – hoje em dia, faz sabão em pedra pra vender fora. Também já leu de tudo na vida: de Erico Veríssimo ou Fernando Sabino a Jorge Amado. À beira de completar 80 anos, calcula já ter lido mais de 3 mil livros.
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O jegue e os livros
18/11/2009
Nem adianta perguntar por Manoel Ribeiro Filho por lá. Dificilmente algum morador de Auzilândia conseguirá responder – muito embora ele seja nascido e criado no povoado e, de uns tempos para cá, tenha se tornado o mais famoso entre os 4 mil moradores do lugar.
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Ler para o outro é um ato de amor
18/11/2009
É bem mais usual ver pessoas fazendo algum tipo de trabalho voluntário como costureira, numa cozinha ou mesmo como professor de informática ou ajudando no reforço escolar. Tânia Alves Afonso fez diferente: alistou-se como contadora de histórias.
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Médicos de livros e de almas
18/11/2009
Carlos, Denis, Albino, Darílio... Ao todo, eles são mais de vinte. Durante o dia, se vestem de branco, não desgrudam do estestocópio e alguns atendem em elegantes endereços no que se convencionou chamar de cinturão da saúde na cidade.
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Entre vassouras e livros
18/11/2009
Dona Ju tem 50 anos e trabalha como auxiliar de limpeza. Não gostava muito de estudar e ainda menina sumiu da escola e nunca mais voltou. Um dia, no entanto, um livro entrou em sua vida.
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Uma vida lá fora
18/11/2009
A pequena Raissa tem três anos e nunca saiu dali. As janelas estão chumbadas com grossas grades de ferro e a porta que dá acesso ao galpão do andar de baixo permanece o tempo todo trancada e tampouco dá esperanças.
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Onde magia de ler já é um sonho real
18/11/2009
Uma vez por semana os nove estão lá para, com muita humildade, aprender a contar para os outros aquilo que eles lêem. Afinal, contar as histórias que estão guardadas dentro dos livros também é uma arte. Depois, três vezes por semana, eles revezam.
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Nenhum só dia sem ler
18/11/2009
Seu Mortari é um homem simples. Chegou a Ribeirão, com os pais e os irmãos, antes da crise do café, aquela de 1929. Veio do interior de Minas e por aqui foi ficando. Entrou pra escola e, como era de costume entre as pessoas da geração, foi até o quarto ano do grupo.
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Sem tempo pra ler
18/11/2009
Thaís, 20 anos, leva uma vida corrida. Tem a típica vida de universitário que estuda, trabalha fora e ainda arruma tempo, nas raras horas de folga, pra fazer outras coisas que gosta muito.
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Encantadora de leitores
18/11/2009
Antônio era um garoto como qualquer outro. Estudava na mesma escola pública que os demais meninos e meninas da cidade e não tinha a menor idéia do que faria quando crescesse.
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Dener e a descoberta do poder da palavra
18/11/2009
Aos 12 anos, Dener mal sabia escrever o próprio nome. Ler, nem pensar. Estava matriculado e até freqüentava com certa assiduidade a escola perto de casa, numa das regiões mais pobres e violentas da cidade.
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Quando ler é abrir janelas
18/11/2009
Na escola onde ela estudava, não havia livros. E a roça onde vivia com os pais e os tios, meeiros da terra, era lugar de trabalho duro. Sem tempo para amenidades. Só que um dia, ao espiar, por pura curiosidade, pela janela da casa grande, descobriu o tesouro que mudaria para sempre a vida dela e das irmãs.
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Em casa de leitor
18/11/2009
Maria Luiza tem uma vida típica da mulher brasileira de classe média. Tem duas filhas, cuida da casa e trabalha fora. Quando sobra um tempo, está sempre à cata de alguma programação cultural – e tem achado coisas boas, que custam nada ou quase nada.
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Essas mulheres...
18/11/2009
A avó sempre foi uma militante ativa nos movimentos políticos e sociais. E lia. A mãe, jornalista, tampouco deixou por menos. Sempre leu muito. E de tudo. Tatinha, 11 anos, segue na mesma trilha.
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A magia das palavras na floresta
18/11/2009
Filho e neto de ribeirinhos, Tenório passou a infância entre cipoais e banhos de rio na Costa do Cabaleana, um lugarejo escondido às margens do Rio Solimões, no epicentro da Amazônia. Era aquele um lugar muito pobre, sem qualquer recurso, onde nem escola existia.
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O universo feminino e os livros
18/11/2009
A coluna – que tem se dedicado a contar histórias de gente que lê e muda o rumo de suas vidas graças aos livros – está, hoje, um pouco diferente. Afinal, estamos em março, quando se celebra o dia e o mês da mulher. E elas, como se sabe, são melhores leitoras do que eles.
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O que leem os escritores?
18/11/2009
Muito antes de se tornarem autores, escritores são leitores. E, em geral, costumam ser bons leitores. Aliás, quem entende do assunto, costuma dar uma pista aos mais jovens: — Se você quer mesmo ser escritor, nem pense em não ler...
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Ler para o outro
18/11/2009
Uma vez por semana eles param tudo o que estão fazendo. Largam de lado, momentaneamente, trabalho, família, afazeres e as preocupações do dia a dia. E na hora e meia seguinte, vão... ler!
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O contador de histórias
18/11/2009
Nunca se soube se ele sabia ler e escrever. Ou de onde viera e se tinha família. Sobre seu passado mesmo, não dizia uma só palavra.
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Livros que descortinam o mundo
18/11/2009
As aulas do professor Arnaldo não são aulas iguais às outras. É certo que ele trata em sala dos principais tópicos da história do Brasil e do mundo. E que faz uso, como os colegas, do giz branco e do velho quadro negro.
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Uma fábrica de poetas
18/11/2009
Eles estão sempre atentos. Assim que se anuncia o nome do escritor homenageado na Feira do Livro do ano seguinte, começam a se mexer. Em pouco tempo, a fábrica vai dar a partida.
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Encontro marcado
18/11/2009
Uma vez por semana, eles têm um encontro marcado. Em fila, seguem, uns atrás dos outros, até o pequeno salão, repleto de estantes e mesas. Quando conseguem, enfim, atravessar por aquela porta, é uma festa só.
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É dando que se recebe
18/11/2009
Aquele dia da semana é sagrado. Ela se produz toda, sai de casa mais cedo e ruma, célere, na direção do Hospital Santa Lidia. Lá, estaciona o carro por perto e entra. Os apetrechos não são tantos: alguns poucos livros e muita disposição.
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A bola e o livro
18/11/2009
O sonho do pequeno Edward era ser jogador de futebol. Começaria, naturalmente, envergando a farda verde e amarela do glorioso Mirassol Futebol Clube, a esquadra recém-criado na cidade.
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A casa de Irene
18/11/2009
Durante o tempo todo tem gente que chega e gente que sai. Com mãos carregadas de livros, que é para ler e embalar sonhos nos dias seguintes.
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Jorge e Marguerita
18/11/2009
Os meninos levam as flores (e se algum esquece, logo aparece uma de papel marchê, confeccionada por um dos professores). E as meninas levam os livros. Em dado momento, se dá a troca.
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Gente como a gente
18/11/2009
Aquele seria o primeiro em sua vida. E Seu Cláudio não titubeou. Foi lá, sozinho. E, por conta própria, apanhou um deles. Havia um punhado de livros na pequena estante da biblioteca da escola.
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Livro de um reais
18/11/2009
A vida é mesmo cheia de surpresas. E de sinais, que estão o tempo todo por aí. Em meados dos anos 1990, já metido com os livros, recebi uma encomenda: preparar um estudo que mostrasse que a cidade tinha tudo para abrigar uma bela feira de livros. Fiz. E com todo prazer.
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Sobre leitores e escritores
18/11/2009
Primeiro, ele chegou como quem não quer nada. Andou pela praça, deu uma olhada pelos estandes. Folheou um livro, leu o que ia escrito na contracapa de outro. Deu voltas e acabou entrando no salão, de onde vinham as vozes.
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Leitura como necessidade
18/11/2009
Ela conta que foi tudo muito natural. Ainda uma meninota, via sempre as irmãs mais velhas com livros nas mãos. Quando deu por si, já estava metida na mesma aventura.
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Procuram-se bibliotecas
18/11/2009
Ele chegou há quatro anos. Veio de mudança, para dar aulas na USP. Quando soube que Ribeirão acabara de abrir, no início da década, 80 novas bibliotecas, ficou instigado.
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O zelador de livros
18/11/2009
Ele aprendeu a gostar dos livros com a mulher, enfermeira, morta há quase três anos. Em 2004, quando trabalhava como zelador em um edifício de uma região nobre de Ribeirão Preto, Sebastião se cansou de ver sempre a mesma cena se repetir todos os dias: dezenas de livros e revistas indo parar no lixo.
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O tesouro do padre
18/11/2009
Os vinte e poucos gatos pingados que passam por lá todo santo dia não fazem ideia. Mas no mesmo livro em que anotam, zelosamente, suas presenças, figuras ilustres da vida nacional já tinham feito a mesma coisa.
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A guardiã dos livros
18/11/2009
Certo dia ela bateu na porta do chefe: aquilo não estava certo, não – e, ainda por cima, era uma baita judiação. O chefe deu razão. E, ao final da conversa, acabou entregando à mulher a chave da porta e a responsabilidade pelo lugar.
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O tapete mágico da Tia Aninha
18/11/2009
Cruz das Posses, distrito rural entre Ribeirão e Sertãozinho, tinha um pequeno lugar para os livros. Só que ninguém aparecia por lá. E a biblioteca vivia às moscas. Assim, livros e população – 7 mil almas, a maioria cortadores de cana e operários de usina – viviam literalmente apartados.
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Na hora e no lugar certo
18/11/2009
Responda rápido: o que as pessoas que você conhece gostam de fazer em seu tempo livre? Nem precisa pensar muito: a resposta é assistir televisão, não é mesmo?! E o que mais?! Pela ordem, ouvir músicas e... descansar.
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A lição de Dona Maria
18/11/2009
Por que, afinal, as pessoas devem ler e escrever? As respostas para esta perguntam variam um pouco. Mas, na essência, todas remetem para uma questão primordial: a necessidade que todos nós temos de nos comunicar, de compreender e de nos fazer compreendidos.
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Poetas, poetinhas
18/11/2009
A cada ano, surge por lá uma nova centena deles. E o ritual se repete, ano após ano, sem interrupção, e não é de hoje. Primeiro, saem atrás de inspiração. E, em seguida, à cata de informações que possam ajudar.
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Uma certa magia
18/11/2009
Dona Maria Abadia tem 81 anos completos. Desde que foi parar em suas suas mãos, lá na primeira metade do século passado, um exemplar de As Aventuras de Tibicuera, de Érico Veríssimo, então recém-lançado, nunca mais conseguiu viver longe dos livros.
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Uma visita que dá gosto
18/11/2009
Quando Solange casou, veio junto, além de um marido, uma tia. Uma tia bacana, culta, bem informada mesmo. Só que ela mora longe, lá em Minas, quase divisa com o Rio de Janeiro.
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Justiça seja feita
18/11/2009
Entre pilhas de processos e homens e mulheres tão elegantes quanto apressados, ela está lá. Serena, acolhedora. Até outro dia, não existia.
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Um leitor de esquerda
18/11/2009
De cara, Clóvis faz questão de dizer que não é um leitor clássico, um entendido de literatura. Mas o fato é que desde muito pequeno ele convive lado a lado com os livros. – Eu sempre tive o hábito da leitura como uma coisa existencial – lembra.
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Bordadeira de palavras
18/11/2009
Dona Léia de Jesus não sabe ao certo como foi que aconteceu. Só sabe que, quando abre a gaveta das lembranças, a sensação é a mesma. Se vê vasculhando cada prateleira da biblioteca do velho Grupo Escolar. Está lá, em busca de algum livro de poemas.
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Pequenos escritores
18/11/2009
Uns ainda estão aprendendo a falar. Outros só conhecem uma ou outra letra do alfabeto. E os mais velhos não têm mais do que cinco anos. Em comum, eles têm ao menos uma coisa: os livros.
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Ele é o cara!
18/11/2009
Flávio é um bom menino. Educado e atencioso, está sempre ligado nas explicações da professora. Ele tem aulas pela manhã e à tarde e dá um duro danado pra dar conta de tudo.
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Histórias que acolhem
18/11/2009
Nos corredores do Hospital das Clínicas, a cena já não causa estranheza. De repente, alguém entra de supetão em um dos quartos da ala infantil. Saca um dos tantos livros que traz nos braços e lá vem a história.
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Lima e os livros
13/11/2009
Nascido menino pobre no Desemboque, no interior de Minas, Ariclenes sonhava com a cidade grande. Queria trabalhar no rádio e conhecer as cantoras famosas, que eram os grandes ícones da vida nacional.
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A magia das palavras na floresta
13/11/2009
Filho e neto de ribeirinhos, Tenório passou a infância entre cipoais e banhos de rio na Costa do Cabaleana, um lugarejo escondido às margens do Rio Solimões, no epicentro da Amazônia. Era aquele um lugar muito pobre, sem qualquer recurso, onde nem escola existia.
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No profundo mar azul
13/11/2009
Desde pequena, Ângela sonhava ser professora. Gostava de aprender coisas novas para, um dia, poder ensinar a outras pessoas. Não queria para si uma vida igual a das moças da ilha, que mal saíam da puberdade logo se tornavam esposas e mães, reproduzindo ciclo idêntico ao de suas mães e avós. Algumas envelheciam cedo de-mais, sem sequer terem pisado no continente.
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O jegue e os livros
13/11/2009
O jegue carregado com um jacá colorido cheio de livros no lombo sai uma ou duas vezes por mês por pequenos lugares onde inexiste o acesso aos livros. Supre, assim, a falta de bibliotecas em certas localidades. A mecânica é simples: os livros são os da escola e os condutores são os próprios alunos, que, geralmente, tem tempo de sobra para tal.
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Pescador de leitores
13/11/2009
Lobato, Machado, Eça, Coelho, não importam os autores. Muitos vão lá só pelo simples prazer de acariciar as obras. Uns lêem lá mesmo, outros levam para casa e devolvem na outra semana. Cada um leva o que quer e, se não terminou de ler, também não tem problema: o prazo é prorrogado.
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Uma vida lá fora
13/11/2009
O vínculo mais forte dessas crianças com a vida lá fora se dá pelos livros. Enquanto ouvem as histórias narradas pelas mães, elas ficam a imaginar como deve ser aquele outro mundo tão perto e, ao mesmo tempo, tão distante.
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A bola e o livro
13/11/2009
Jamais vira tanto livro junto assim em sua vida inteira de moleque. O lugar era uma biblioteca, que acabara de receber, justo naquela hora, uma nova leva de livros novos.
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Mãe de dois e leitora
13/11/2009
Ana Paula é dona de casa e estudou até o Ensino Médio. Agora com 25 anos, dedica boa parte do dia aos dois filhos e à casa. Mas descobriu um jeito de não parar no tempo: uma vez por semana dá um pulo até a Biblioteca Cecília Meireles e pega uns livros emprestados.
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74 mil de nós e os livros
13/11/2009
Quem passa apressado pela Rua Duque de Caxias, no coração de Ribeirão, não faz idéia do tesouro que se esconde lá dentro. Sem dar bola pro tempo que lá fora também passa depressa, está lá, pra quem quiser ver com os próprios olhos.
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Dona Jamila e os livros
13/11/2009
Dona Jamila tem 80 anos. Uma ou duas vezes por mês, ela sai cedo da casa onde mora, no Parque Bandeirantes, bairro de classe média de Ribeirão Preto, e vai até o centro. Ali, entra no velho e imponente casarão da Praça XV e repete o mesmo ritual de anos: vasculha nas prateleiras da Biblioteca Altino Arantes e sai de lá com a sacola cheia.
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Uma vida lá fora
19/04/2007
A menina jamais foi lá fora. Não viu pessoas andando nas ruas. Não conhece praças ou parques. No seu caminho, há sempre alguma coisa a obstar a passagem. No entanto, já esteve em muitos lugares. Nos mais bonitos lugares, onde talvez nenhuma outra criança tenha estado antes. Ela é uma das 30 filhas de detentas do presídio feminino Madre Pelletier, de Porto Alegre. O vínculo mais forte dessas crianças com o exterior está nos livros.
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Tomates, peixes e livros
11/04/2007
Dia de feira é também um dia festivo para os livros e a leitura em Pirapora, às margens do lendário Rio São Francisco. É ali, no interior de Minas Gerais, distante dos grandes centros urbanos, que Léo do Peixe monta nas manhãs de domingo seu concorridíssimo Clube de Leitura. Que já tem muitas histórias pra contar...
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No profundo mar azul
04/04/2007
Desde pequena, Ângela sonhava ser professora. Queria aprender coisas novas para, um dia, ensinar outras pessoas. Não desejava para si uma vida igual à das outras moças da ilha. Num belo dia descobriu o barco-biblioteca, onde fez mil e uma viagens para bem longe dali.
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Capim, sombra e livros
28/03/2007
Quem quiser saber sobre o paradeiro de Manoel Ribeiro Filho que não vá perguntar na pequena Auzilândia, interior do Maranhão. Ninguém vai saber mesmo. Ali, só conhecem o Barraca, o que é um apelido auto-explicativo, tamanha as confusões em que ele sempre se metia. Mas um dia, sem mais nem menos, o Barraca mudou. De diferente, duas coisas aconteceram na vida dele: ele conheçou os livros e... um jegue.
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Sobre Barcos e Letras
16/03/2007
Amyr Klink só decidiu se lançar às aventuras marítimas por causa da literatura. "Descobri o mar lendo, e não morando em Paraty", revela o navegador de 51 anos. "Não fossem alguns livros, eu estaria com cracas nas canelas de tanto andar à beira-mar. Não teria ido a lugar nenhum", diz, em entrevista a revista Bravo!
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É uma biblioteca, uai!
16/03/2007
Nas noites estreladas de meninote sem eira nem beira no Desemboque, interior de Minas, o jovem Lima Duarte - ou melhor, Ariclenes Venâncio, como ainda era conhecido por lá - sonhava com as cantoras do rádio. E ser locutor. Até que num belo dia, meio sem querer, os livros entraram em sua vida.
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