Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

16 de outubro de 2018

Veja quem são os 6 candidatos a presidente que mencionam livros, leitura e bibliotecas

Somente seis dos 13 candidatos à Presidência da República nas eleiçoes de outubro mencionam, de modo específico, propostas relacionadas às políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas. São eles Fernando Haddaad (PT), Ciro Gomes (PDT),  Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Cabo Daciolo (Patriota). Os demais fazem referências, no máximo, a temas mais gerais da Educação e Cultura.
O ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT), que criou, durante o governo Lula, junto com o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), se compromete a investir para consolidar a Política Nacional para o Livro, Leitura e Literatura. Também menciona seu compromisso com a formação do programa Escola com Ciência e Cultura, transformando as unidades educacionais em espaços de paz, reflexão, investigação científica e criação cultural. Seu programa tem como meta assegurar que todas as crianças apresentem as habilidades básicas de leitura, escrita e matemática até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. 
O ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) menciona as bibliotecas no capítulo “Respeito a todos os brasileiros”. Ele assume o compromisso de fornecer material pedagógico adequado para tratamento da questão racial nas escolas, ampliando o acervo das bibliotecas escolares e colocando ao alcance dos alunos a formação correta e não preconceituosa sobre os grupos étnicos raciais discriminados.
A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva (Rede), ao estabelecer que a criança será prioridade absoluta no seu governo, assume o compromisso de tornar o ambiente escolar mais “atrativo” com a implantação de equipamentos como quadras esportivas e bibliotecas. A candidata se compromete ainda a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas. Por fim, Marina quer promover o acesso a bens culturais, incluindo os livros e propõe que o acesso a difusão seja feito por meio das novas tecnologias.
Já o candidato Guilherme Boulos (PSOL) assume o compromisso de investir em espaços de cultura e lazer destinados aos jovens, incluídas as bibliotecas. Se compromete em aplicar 10% do PIB em Educação até o fim 2024 e pôr fim às leis de renúncia fiscal, em especial a Lei Rouanet, que define como "maior exemplo de privatização no campo cultural”. Sobre o orçamento para a cultura, o plano é destinar no mínimo 2% do orçamento da União, incentivando que seja garantido 1,5% do orçamento dos estados e 1% dos municípios. 
O candidato Cabo Daciolo (Patriota) promete destinar 10% do PIB em Educação e para alicerçar essa sua defesa, ele apresenta alguns dados citando o número de bibliotecas existentes nas escolas. “Das 144.726 escolas públicas do país, apenas 36% (52.101 escolas) possuem bibliotecas” e promete, ainda, melhorar as estruturas físicas das escolas, aumentar do número de bibliotecas, salas de leitura, laboratórios de informática e de ciências.
O Candidaato João Goulart Filho (PPL) assume o compromisso de revigorar o MinC pelo restabelecimento e/ou o fortalecimento de seus institutos para o livro, entre outros, e revisar os modelos de fomento e financiamento estatal à cultura , além de criar uma secretaria especial para as culturas digitais, que deverá ser “o grande centro da memória cultural nacional”.


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