Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

26 de abril de 2018

Salas de leitura estimulam estudantes a mergulharem no mundo dos livros

www.educacao.sp.gov.br - 19/12/2017

Ler um livro é como embarcar em uma aventura sem sair do próprio sofá. Além de estimular a criatividade e imaginação, é também uma das melhores ferramentas para aprimorar a comunicação, vocabulário e provocar debates. Nas escolas da rede estadual, professores utilizam a sala de aula, bibliotecas e as mais de 3 mil salas de leitura do estado para desenvolverem projetos sobre o tema. Segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica, do Todos Pela Educação, em parceria com a Editora Moderna, 13,3% das pré-escolas têm salas de leitura; 46,4% das escolas de Ensino Fundamental têm bibliotecas ou salas de leitura; no Ensino Médio, o índice é de 86,5%.

Em São Paulo, a Sala de Leitura é um ambiente pedagógico e multidisciplinar que costuma receber iniciativas de diversos docentes das unidades e oficinas de contação de histórias, clubes de leitura, teatros e jogos lúdicos. O espaço também é equipado com livros, jornais, revistas e conteúdo audiovisual, como DVDs e CDs.

A professora de Língua Portuguesa Adriana Basseti, da E.E. Prof Lea Silva Moraes, em Araçatuba, aproveitou a versatilidade do ambiente para desenvolver trabalhos antes realizados em sala de aula. Em um dos projetos, os alunos do 6º ano elaboraram um livro. Durante os encontros, os adolescentes se reuniam em equipes para transformar imagens em textos narrativos. Foram mais de 21 textos produzidos. Segundo a professora, após as aulas, a visitação em horários alternativos, como intervalos e o almoço, dobrou e impulsionou a busca dos estudantes por novas obras.

Já na E.E Profª Nancy de Oliveira Fidalgo, na capital, mostras de vídeo, culturais e muita pesquisa fazem parte da rotina da sala de leitura. Comandada pelo Prof. Djalma Ribeiro da Silva, o espaço promove durante todo o ano iniciativas que estimulam os mais de 1200 alunos da unidade a buscarem informações multidisciplinares por meio dos livros. Em 2017, por exemplo, foram produzidos no local conteúdos para a Semana da Consciência Negra, Semana da Pátria, Dia Internacional do Trabalho e programas de conscientização contra o bullying. Para o professor, a variedade de projetos também age como estímulo. “ Além da literatura, aqui encorajamos a pesquisa e a busca incessante de conhecimento”, conta.

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