Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

26 de setembro de 2017

Número de corujas vendidas na Ásia aumentou por causa de Harry Potter

Galileu - 14/08/2017

A quantidade de corujas vendidas em alguns países aumentou muito nos últimos anos — e acredita-se que um dos responsáveis pelo fenômeno seja a saga Harry Potter. Segundo o jornalThe Guardian, a procura por animais da mesma raça de Edwiges, a fiel escudeira do bruxinho, cresceu notavelmente.

Em 2001, ano do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, apenas algumas centenas de animais foram vendidos nos mercados da Indonésia. Em 2016, esse número chegou a marca de 13 mil aves, que custam entre US$ 10 e 30 (por volta de 31 e 95 reais).

Para os especialistas Vincent Nijman e Anna Nekaris da Universidade Brooks de Oxford, na Inglaterra, o fato representa uma ameaça: “A popularidade das corujas como animais de estimação na Indonésia chegou a tal ponto que pode colocar em risco a conservação de algumas das espécies menos abundantes”.

A dupla defende que o país asiático deve colocar os animais na lista de “espécis de aves protegidas”, já que o encarceramento desses bichinhos pode resultar em muito estresse, levando as corujas rapidamente a morte.

Esse crescimento, entretanto, não se deu apenas na Indonésia. O deputado indiano Jairam Ramesh culpou os fãs do bruxinho pela diminuição do número de corujas selvagens no país. “Entre os seguidores de Harry Potter, parece que existe uma estranha fascinação, até nas classes médias urbanas, em presentear seus filhos com corujas”, observa.

Ainda não há provas da ligação direta entre a saga de livros e filmes com o aumento dessas aves — e outros aspectos como tráfico de animais e utilização deles em rituais religiosos não podem ser ignorados. Mas fato é que alguns desses bichinhos estão sendo chamados de “pássaros de Harry Potter”.

Além disso, muitas corujas vendidas no sul da Ásia hoje tem nomes dos personagens dos livros, incluindo Edwiges. “Duas semanas atrás eu estava em Bangkok e vi duas corujas, chamadas Edwiges e Harry, e os visitantes podiam acariciá-las e tirar fotos com elas, vestidos como Harry ou Hermione”, relata o especialista Nijman.

Ainda no início do fenômeno, a escritora da série, J.K. Rowling, fez questão de falar que corujas não deveriam ser capturadas como animais de estimação: “Se alguém foi influenciado por meus livros e pensa que uma coruja seria mais feliz fechada em uma pequena gaiola e mantida em uma casa, gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer que ‘você está errado’. As corujas dos livros de Harry Potter nunca tiveram a pretensão de retratar o verdadeiro comportamento ou as preferências de corujas reais”.

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