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19 de agosto de 2017

Caraval: Jogo literário chega ao Brasil e conquista fãs

Natália Caplan - A Crítica - 31/07/2017

Para ajudar a pagar as contas durante a faculdade, ela trabalhou como barista, foi garçonete, barwoman e vendedora de produtos de banho. Hoje, Stephanie Garber está na lista de livros mais vendidos e indicados pelo New York Times, com “Caraval”. O best-seller já chegou a 30 países, inclusive, no Brasil; e teve os direitos comprados pela Twentieth Century Fox, mas ainda sem previsão de estreia nos cinemas.

“Quando não estou escrevendo, eu ensino escrita criativa em uma faculdade privada no Norte da Califórnia, onde fiquei conhecida por transformar tarefas em jogos e levar estudantes em viagens de campo, que envolvem inscrições de livros”, afirma a norte-americana, que também foi voluntária em projetos sociais no México e em Amsterdã. “Mas, de tudo o que fiz, escrever jovens novelas para adultos tem sido meu trabalho favorito”, enfatiza.

O romance de fantasia incentiva que o leitor mergulhe em um jogo saudável na literatura com “uma pitada de Alice no País das Maravilhas”, segundo a crítica do jornal. Na obra, a heroína Scarlett precisa ganhar um jogo de ilusões para salvar a irmã,Donatella, raptada pelo mestre do espetáculo “Caraval”. Misturando magia, encantos e desafios, a protagonista ultrapassa as dificuldades para mostrar que a luta pela vida e pelo amor é a única que vale a pena.

“Os personagens, a toda hora, ouvem ‘tenha cuidado para não se deixar levar para muito longe’; e esse alerta tem um duplo significado, pois escrevi com a esperança de levar os leitores para um passeio longínquo no livro. Pode-se dizer que esse é o objetivo da obra. Eu leio para me entreter e ser transportada para outros mundos e lugares. É sempre um desejo que meus leitores também tenham esse entretenimento e viagem que eu”, ressalta.

Mistério

A ideia da trama surgiu há pouco mais de um ano, quando Stephanie estava “do outro lado” das páginas. Enquanto lia “Codename Verity”, de Elizabeth Wein, a professora universitária pensou em escrever algo tão intrigante quanto o que estava lendo. Na ficção histórica, uma personagem é piloto durante a Segunda Guerra Mundial e leva um jovem escoltado por dois guardas, sem ter ideia se ele era um perigoso criminoso, ou uma pessoa importante.

“É uma pequena parte do livro, mas essa dúvida da personagem ficou em minha mente. Amei como ambas as respostas poderiam ser verdade, o que me fez pensar que seria muito divertido escrever um livro que centralizasse em grandes e misteriosas questões como esta. Isso se transformou em uma ideia para um jogo que forçava todos os participantes a sempre questionar o que era real e o que era apenas parte do jogo”, afirma.

‘O que é real?’

Atualmente, a escritora trabalha na sequência de “Caraval”, que terá mais um livro. A norte-americana diz que, assim como os leitores, também é rodeada pelos segredos da história. Ela “esconde” o desenrolar da aventura de si mesma, em uma jornada pessoal que compartilha com quem aceitar o “convite para o espetáculo”. E, logo na capa, já deixa um aviso: “Lembre-se é apenas um jogo”.

“A primeira vez que sentei para escrever ‘Caraval’, tentei manter um segredo de mim mesma. Eu não sabia quem estava falando a verdade, ou quem estava mentindo, o que tornou tudo muito eletrizante para escrever”, revela. “Então, minha esperança é que os leitores vão interagir com a história do mesmo modo que eu e constantemente se perguntar: O que é real? O que faz parte do jogo? Quem está mentindo? Quem pode ser confiável?”, enfatiza.

SINOPSE

Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e a irmã, Donatella, vivem com o cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval e, por isso, chegou a escrever cartas a ele, mas sem resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde. Ela escreve uma carta de despedida a Lenda. Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, pois não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível. Ela tem apenas cinco dias para encontrar a irmã e vencer essa jornada.

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