Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

22 de agosto de 2017

Biblioteca à la carte, sem crise

Leonardo Neto - Publishnews - 15/02/2017

Cerca de 200 profissionais do livro – entre vendedores de livrarias, atacadistas, crediaristas e representantes de empresas que fazem venda direta de livros – estão reunidos em Atibaia para o 15º Salão da ABDL (Associação Brasileira de Difusão do Livro). Um deles, em especial, tem muito o que comemorar. Em 2016, Joel Peres e a sua empresa, a Reino dos Brinquedos, viram o seu negócio crescer 20% em relação ao ano anterior. Ele monta bibliotecas para creches e escolas de educação infantil, em especial aquelas administradas por Organizações Não Governamentais que mantém convênios com prefeituras.
A história de Peres é como a de muitos outros vendedores, que ficaram conhecidos pelo porta a porta. Começou a carreira, bem jovem, levando o livro onde o cliente está. “Aos 14 anos já vendia livro porta a porta”, disse ao PublishNews. Em 2003, quando saiu da Sivadi, empresa onde trabalhou com Jesus Ruescas, pegou o seu Fusca e começou, por conta própria, a visitar escolas oferecendo seus livros infantis. “Nessa época, vendia só livros e vi que meus clientes começaram a ficar saturados, então, ampliei o negócio e passei a oferecer, além de livros, mobiliário, brinquedos e artigos de papelaria. Entregamos tudo, se o cliente quiser, montamos uma creche do zero”, conta.
Hoje, ele, que trabalha sozinho, tem um furgão onde carrega seus produtos. “Atendo a cerca de 120 creches de 30 ONGs diferentes. E essas creches fazem compras mensais”, comemora. Segundo Peres, a sua empresa faturou, em 2016, R$ 1,2 milhão. Parte desse faturamento veio da participação da sua empresa na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde, pela segunda vez, montou um estande.
A escolha dos livros que compõem o seu catálogo é feito por ele mesmo. “Busco variedade. Ofereço desde livros de tecido, cartonados, interativos até livros de literatura infantil. Chego nas escolas com caixas de livros e os coordenadores pedagógicos selecionam os títulos do seu interesse. Ao contrário de muitos vendedores de livros, meu cliente recebe na hora e paga depois”, disse.
Peres revela que consegue comprar os livros a um preço muito bom e consegue revendê-los com margem superior a 500%, o que explica o sucesso do negócio. No Salão, que segue com sua programação até a próxima sexta-feira, ele pretende “encontrar produtos novos nessa área em que atuo. Quero novidades!”, disse.

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